Será que os ERPs são sistemas para grandes empresas?

Será que os ERPs são sistemas para grandes empresas?

Ah, ERP é um sistema de gestão para grandes empresas! Somente para grandes empresas.

Se você pensa assim, está equivocado! Desculpe…

ERP = Enterprise Resource Planning ou, em português claro, Sistema de Gestão Empresarial. É uma sigla que, cada vez mais, faz parte do dia a dia das empresas de diversos portes. Você vai saber o porquê no decorrer da leitura deste artigo.

ERP, conceitualmente falando, refere-se a um sistema de computador, um software, que tem a função de apoiar as empresas no controle e gestão dos seus processos e dos seus recursos, tudo de forma integrada e colaborativa. Um dos seus objetivos é disponibilizar aos gestores da companhia, informações qualificadas e estratégicas para a assertividade e segurança na tomada de decisão.

Áreas de uma empresa sob a abrangência do ERP:

  • desde o administrativo até o operacional;
  • da venda e faturamento até o balanço contábil e livros fiscais ou os atuais SPEDs;
  • compras e recebimento de materiais;
  • fluxo de caixa e curva ABC;
  • apuração dos diversos impostos e guias;
  • gestão de clientes, fornecedores e produtos;
  • administração de pessoal;
  • estoques e inventários;
  • contas a pagar, a receber, contas correntes;
  • ponto dos funcionários;
  • planejamento e controle da produção.

Com toda esta abrangência, o ERP torna-se um importante aliado das empresas ao viabilizar que aspectos importantes da corporação possam ser avaliados, identificando-se, então, as melhores estratégias para o sucesso do negócio.

Vou citar aqui, uma visão interessante para os profissionais e empresas das áreas de tecnologias relacionadas aos ERPs: a complexidade das leis nacionais e as obrigações fiscais e tributárias às quais as empresas brasileiras estão submetidas, praticamente exigem a adoção de sistemas de gestão, mesmo para as empresas de menor porte. Atualmente, pequenas lojas, prestadoras de serviços e mesmo as pequenas indústrias, necessitam de um sistema de gestão que, além de viabilizar os itens elencados mais acima, possibilitem, também, a geração de NFCe (nota fiscal de consumidor), S@T (Sistema Autenticador e Transmissor – Cupom Fiscal Eletrônico), NFe (Nota fiscal eletrônica), CTe (Conhecimento de transporte eletrônico) e outras obrigações tributárias. Você já deve ter ouvido falar sobre estas siglas nas mídias, não? E temos ainda o eSocial… como atender a ele sem um sistema de gestão eficiente e seguro? Impossível…

Dentro deste contexto, há uma demanda crescente para o mercado de ERP, embora existam variedade e volume de players concorrentes, com preços em baixa em função da economia em crise, ainda assim, as vendas ocorrem.

Claro que, as empresas maiores dependem ainda mais dos sistemas ERP, dada sua maior complexidade e volume de dados e/ou processos. Assim como existem portes de empresas, tem-se também os “portes” de ERP. Alguns fabricantes de tais sistemas comercializam ERPs mais enxutos, com menos funcionalidades e/ou com limitações que permitam seu barateamento e adequação ao contexto e ao bolso das empresas menores.

Então, cada vez mais, os sistemas de gestão são essenciais para uma empresa. Se eles estão na nuvem (cloud) ou não, é outro assunto, para um próximo artigo.

Abraço.

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